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Taciclo

Dia Internacional das Mulheres e a emancipação pelo ciclismo

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09-03-2017

O 8 de março de 1857 ficou como um marco doloroso da história. Tornou-se uma homenagem às tecelãs que morreram carbonizadas naquele dia, em Nova Iorque. Elas, operárias de uma fábrica de tecidos, ocuparam o local e entraram em greve reivindicando redução da jornada de trabalho de 16 h para 10 h, salários iguais aos dos homens (que ganhavam três vezes mais) e tratamento digno no ambiente de trabalho. Em repressão, foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada.

Decidiu-se, em 1910 na Dinamarca, que este seria o Dia Internacional da Mulher. Não poderia ser diferente, já que a barbárie representa o assédio e a hostilidade com que elas, historicamente, têm de lidar para ocupar o seu espaço na sociedade.

Até mesmo para andar de bicicleta, as mulheres enfrentaram preconceitos e dissimulações. Até mesmo alguns médicos contra-indicavam o ato de pedalar a elas, com o argumento de que poderia causar abortos ou esterilidade; houve até quem julgasse as primeiras mulheres que se interessaram por bicicleta como depravadas e indecentes, pois o ato de pedalar poderia revelar algum prazer de ordem íntima a elas. Elas foram reprimidas também nas competições e desafios. Foi um escândalo quando, em 1894, Annie Kopchovsky “abandonou” seu papel de mãe e esposa para dar a volta ao mundo em bicicleta.

As marcas são profundas. Até hoje, a maioria das mulheres certamente carrega receios que, por exemplo, as impedem de sequer sonhar com um pedal noturno em uma noite estrelada. Mesmo depois de tanto falarmos sobre isso, elas simplesmente não têm essa liberdade. Opressão!

De qualquer forma, elas não se intimidam. Ao contrário, historicamente, utilizaram a bicicleta como um instrumento de liberdade e igualdade, o que está em completa sintonia com este veículo incrível. Para homenageá-las neste importante dia, e também para refletirmos nestes ideais de equidade de gênero, deixamos nossos parabéns a todas as mulheres, especialmente às ciclistas, encerrando com um trecho bastante ilustrativo do romance Les Trois Villes (As Três Cidades), de Émile Zola, escrito entre 1893 e 1898:

“- Então as mulheres serão emancipadas pelo ciclismo? - perguntou Pierre.

- Bem, porque não? Parece uma ideia tola, mas veja o progresso que já tem sido feito. Pelo uso racional mulheres libertam seus membros da prisão; então as facilidades as quais o ciclismo possibilita para que pessoas estejam juntas tendem a aumentar a relação e igualdade entre os sexos; a esposa e as crianças podem seguir o marido onde for, e gostam de como podem se sentir livres e vaguear sem incomodar ninguém. Nesse sentido, há grande vantagem para todos: uma toma banho de ar e da luz do sol, outra busca a natureza, a terra, nossa mãe em comum, de onde deriva a força e a alegria do coração. E como a brisa infla nossos pulmões! Sim, isso tudo purifica, acalma e encoraja! - respondeu a jovem Marie.”

Retirado de http://www.revistabicicleta.com.br/


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